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fever.

Ninguém desconfia aonde reside o fim
Talvez seja por isso que seja tão temido
Ele é só um recomeço, uma quebra de objetivo
Que te leva a um lugar bem diferente do que se imaginou.
Ele está lá, muitas vezes os olhos não vêem,
Ou não querem ver, não aceitam.
Para todas as coisas é necessário um fim, um término,
Somente a alma é infinita.
E de todas as coisas as quais se presenteiam fim's a pior delas,
A mais cruel,
É o fim do amor. O término de uma paixão, A separação de duas almas.
É um fim entre duas pessoas unidas, que deixa rachaduras, em carne viva, vazio, vazio.
Quem vai saber, quem vai saber qual é a hora?
Eu, 'poeta', tenho recebido suas flechas, até meu poetizar se tornou herege.
Tenho queimado em praça pública com muita frequência, até quando vou sobreviver?
Mas ninguém desconfia aonde reside o fim.
Prefiro o fim da vida do que o fim de um amor.
E também prefiro derreter em praça pública do que receber mais uma flechada, certeira, sem sentimentos.
Alvo, e só.
Amor próprio, e fim.

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