Pular para o conteúdo principal

nirvana.


If I had to lose a mile
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do



Dizem que existem fases na vida.. Até agora ela não tinha ainda passado por acontecimentos grandiosos que impliquem num desenrolar de uma vida.. Saiu de um mundinho aonde era rei, viu o mundo aonde você tem que se expor, ter posturas, se comportar, aprender a traçar estratégias e até a sorrir com vontade de degolar.
Tudo virou uma brincadeira com pressão envolvida. 
'Não quero nada sério, quero sempre que seja brincadeira' dizia ela.
Mas em algum momento a seriedade aquietou-a, aquietou-se na objetividade de seu dia, e os outros aquietaram-se com ela.
A algum tempo ela se cobra um suspiro de alívio, mas, como dizem, existem fases na vida..
Devido à isso, uma felicidade saudosista às vezes a visita com lembranças daquele mundo do qual era rei.
Aonde o silêncio vinha na hora em que quisesse (apesar da solidão às vezes envenenar os ossos), aonde a rotina de um dia era adivinhada ao acaso, um mundo em que a cidade fazia parte dela (mesmo que às vezes se tornasse grande demais).
Hoje, partes dela conspira para uma jovialidade que se prende e não quer sair. Ficou lá pra trás, mudou-se porque os tempos mudaram, porque agora a postura é outra, objetivos são outros.
E a estreita linha dos limites vêm diminuindo, vai se fechando sobre ela, ao ponto de que um gole de qualquer bebida já se torne um abuso, um êxtase falso.
Nunca houve tanto domínio e não há problemas em tê-lo, na medida certa.
Para ela é preciso um pouco de vida, um pouco de fogo nos olhos, para ela, para elas,
é preciso brincar mais.
Além disso, cada um gosta da sua brincadeira.
Ela cresceu vinte anos em somente um, mas ainda continua com a mesma idade. Quer ao seu lado uma aventureira nata, quer traçar trilhas perigosas, e nem sempre ser cobrada a saber de tudo.
Vai dar as mãos pra ela, mas vai de coração aberto.
Mas vai e não queira mudá-la.
A individualidade é a maior graça do ser humano.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

it's life, dudge

O filme acabou. Apagaram-se as luzes e a modelo desceu da passarela. Terminou o livro. As cortinas vermelhas se fecharam. A chuva passou, a música nova parou de tocar. O almoço foi retirado, mas tudo bem. Já comi bastante, matei minha fome. A última balinha de goma já foi digerida e a última bolacha do pacote virou migalha por aí, não gosto de doces. As portas da casa noturna se fecharam com medo do dia, os cigarros estão em pontas, o copo metade vazio. O texto se tornou um ponto final, a luta acabou em nocaute ainda nos dois minutos. O palhaço cessou o sorriso e lavou o rosto em sua casa de papelão. O trem passou e se foi, o despertador tocou mais de sete vezes. Cara, acabou a luz! Foi-se a monarquia.

apelo

Brasil, 21 de Janeiro de 2010. Parece que a humanidade está um pouco mais fora das fraldas. O mundo surpreende-se com sua própria modernidade e as descobertas tecnológicas fazem fila para alcançar os fanáticos consumidores. Globalização já quase se transformou no nome, em si, do planeta. Avanço da ciência, estudos sobre o meio ambiente.. Só parece. Essa parcela que trabalha para a ascendência científica é só um fio na cabeleira imensa do planeta Terra. A outra parte está ocupada esperando a alienação e o ócio. São trabalhadores de renda média, que pagam impostos altos ao governo, reclamam que a passagem de ônibus subiu e nada fazem, ensinam conceitos machistas a seus filhos e assistem porcarias na tv à noite. As pessoas não conseguem mais guiar suas próprias vidas pois estão ocupadas com as vidas alheias que passam na televisão. Este aparelho, que deveria ser utilizado para disseminar cultura, conhecimento, informações úteis, agora serve como passa-fofocas. Somos mosquinhas assistindo ...

devaneio

Estou a horas tentando encontrar alguma dádiva que possa ser comparada à minha dama. Alguma estrela mais brilhante que o sol para ilustrar o brilho que teu olhar irradia, E gosto mais doce que do beija-flor, que já tocou os lábios de todas as flores da primavera, para descrever o quão doces são teus lábios. Talvez deva desistir. Eu, pobre poeta sem palavras, frustrada por não encontrar tamanha beleza em outro lugar.