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moldurada

Tô a trilhão. Coisa nova, Bossa nova, nada velho ou usado. Pensamento novo, Desafio novo, aprender, crescer, Viver. Pra que gastar tempo com futilidade? Com menina que sonha com cidade? Com calcinha pendurada no chuveiro? Com capricho de mente que nem sabe esboçar? Tô pintando meu quadro de amarelo, ou qualquer gravata que fique bem. Tô fazendo do meu jeito, compondo do meu peito, lutando e sendo respeitada. Tô carregando a minha sorte na mochila junto com a Michele reverenciada, Bajulada, mimada e fotografada. Tô moldurando meu mundo e fazendo do jeito que eu tenho pra aprender. E pra que no meio de tudo isso, pintar os devaneios, estes, que me perseguem? Tô muito ocupada pra você, praquela e pra outra. Aceite ou não, tem gente que não faz parte da minha foto. Estou só eu e mais alguém. No quadro amarelo com qualquer gravata que fique bem.

Milena.

Ela está ali, parada Observando o jardim à sua frente regado por uma escuridão de estrelas. A janela apagada sobre sua cabeça à remetia lembranças cheias de calor. Noite fria, coração quente. Os olhos queriam desabar. Ultimamente aquela menina já não era mais o significado de rigidez que fora outrora. O cheiro de doce do ar literalmente exalava morango. Ar leve, silêncio. 3 anos. Sua parceira chegou lá pelas 23 horas. Ela abriu o portão como já o fez tantas vezes. O miado de seu deslizar ameaçando os que dormiam. E sim, lá estava ela. Chegando com todo o ar de adulto que a idade à fez ganhar. Cresceu, mas a menina crescera também, então não fazia diferença. Caminharam até a varanda que já sentia falta daquelas silhuetas nas paredes. Um abraço, ou até algo que não pode ser explicado, ocorreu ali. Forte, angustiado, com fome, com pressa e sem demora. Dois caminhos que já foram o mesmo, agora se juntando novamente. Na verdade uma coisa é certa. Eles nunca se separam, só ficam meio apagado...

locadora.

- Fazia tempo que não tínhamos momentos como este. Fazia tempo que você não nos permitia momentos assim, tão bons.. O que mudou? Eu respirei liberdade, meu bem. Pela primeira vez depois de muito tempo eu me lembrei o que é caçar. Sem ser caçador, mas lembrei. E também lembrei o quanto eu gosto desse gosto. Meu casaco da sorte.. meu cigarro de morte.. meus olhos perdidos. Coisa que passa. Que passa mas se sente. Disseram-me: 'Amor e paixão devem andar juntos. Emoção, é tudo que importa. Conquista sempre' Tá precisando de mais ação nesse filme. Senão vou começar a ver curta-metragens.

início.

Estou com aquela sensação de que tudo posso. Me despedi da 'mulher da minha vida' de muita gente. Sem pressão, sem cara feia, só aquele sorriso que eu sei fazer. Talvez até volte para ela, mas não como parte de seu coração. Enfrentei a Imperatriz Dalva. Ditadora. Exército de soldadinhos diplomados, irreversível. Mas eu não quero ser tenente, quero ser o soldado de infantaria que dá o sangue pelo que acredita. Quero ser o carinha que se fode mas tá feliz tomando uma cerveja no final do dia, contente com a vida, sorrindo com os amigos. Agora tenho sede.. seja por amizade, amor, sexo, trabalho, aprendizado, vida. E quem puder matar minha sede que venha.

barco

To me sentindo tão à deriva. Sentada no meio de tudo. As pessoas passam, as coisas voam. E eu sentada, sendo notada, sendo pixada e venerada. Não consigo abrir a boca e nem dá pra mexer. Alguém me injeta algum alimento ou bebida Me ensina algumas palavras erradas, me pega na mão ...E arrasta.