O que me vem?
Será consistente e certo?
Ou fará eu me perder por entre as estradas escuras e gélidas do desconhecido?
O que se aproxima, o que é novo, novidade.
O que se transforma, o que muda, mudança.Eu me entrego, me jogo, me deixo cair pelo penhasco à beira da correnteza. Sem pedras para me apoiar, sem galhos para me puxar, rumo à rendição, ao abraço confortável das novas águas.
O rio é feito de etanol, uma gigante porção alcoólica correndo por entre as montanhas e criando seus caminhos mais marcantes.
O rubror das águas mais quentes, sempre avermelhadas e embriagantes. Elas me envolvem com toques sutis da pele aveludada e queimam minhas veias.
As águas formam silhuetas atraentes e de olhares marcantes. Olhos da cor dos musgos das árvores da beirada.
Os seres marinhos são os mais belos e graciosos.
Dançam por entre meus pensamentos e brincam com meus mais incertos sentimentos. Acendem e apagam a luz que guia minha visão e transportam todo o foco de meu nervo óptico para os seus olhos dissimulados.Seduzem, envolvem, me perdem e me encontram, manipulam como uma marionete. As águas vermelhas e intensas me despencam em uma cachoeira de fumaça, por onde perco a consciência e fecho os olhos.
Minha voz sai em sons indefinidos e periódicos, como lamentos, suspiros, sussuros e risos.
O volume da música abafa os sons contínuos emitidos pelas águas, mas estes são tão ensurdecedores que ainda ecoam em minha cabeça, assombram meus sonhos, fazem o cenário dos meus dias.A insanidade e a loucura tomam conta de todos os membros de meu corpo, que se entregam na dança das águas vulcânicas.
E como são atraentes estas águas, mas nem um pouco inofensivas.
Você, minha Julieta.. sempre será essa para mim, sempre será meu fim, sempre será meu tremer, sempre será meu nascimento. Porque antes de você eu só era mais uma, eu só era mais um capricho das minhas vontades, E todas as mulheres que conheci eram personagens de uma história esquecida, a mesma história de sempre. Nem mais, nem menos. Mas, quando você apareceu, olhos verdes e beijo doce, Aí, Julieta, nunca mais procurei outros olhares, nunca mais persegui diversos aromas. Aí, sofri por não ter aquela pele por perto. Aí, me segurei para não correr ao seu encontro. És minha respiração e meu alimento, naquele momento onde não há outra chance, No momento de último suspiro, Você é minha última súplica de respirar. Você é, inteira, completa E nessa súplica te imploro, sejas minha, Porque assim, minha, viverás completa.
Lindo o texto viih...
ResponderExcluirAhh,não precisa ler não,rs moorro de vergooonhaa.
Beijos linda :)
nossa que lindooooo seu texto vih!
ResponderExcluirvc escreve mtooo beeem! de uma forma que a gente até se sente dentro do texto, quase como se fosse o leitor vivenciando tudo que voce descreveu.
eu simplesmente amei essa frase: "Seduzem, envolvem, me perdem e me encontram, manipulam como uma marionete."
mto foda, como o texto todo!
bjus