Pular para o conteúdo principal

respirar.

Tem falta que faz bem.
A que eu sinto agora faz muito bem,
Como as coisas que a gente não gosta, mas sabe que é pra melhorar. Como remédio.
Gosto de sentir sua falta,
É imensa, só cresce, do mesmo jeito que eu só cresço quando estou sozinha.
Eu cresço, eu respiro.
Assim tem que ser pra eu ver como te quero por perto a todo momento.
Eu não preciso me forçar a escrever, e também não me peça textos, minha namorada.
Eles tem que sair naturalmente.
Eu escrevo sobre você porque penso em você, porque sou apaixonada nesse você,
Será minha musa naturalmente, não precisa pedir.
Eu vou ter que me acostumar com a sua falta,
Como se voltasse à fase do amor platônico..
Mas se és minha, então tiremos a parte do sofrimento, porque sim, és minha.
Eu sei que te tenho por inteira, te conheço por inteira como ninguém.
Posso brincar com você de olhos fechados e meio sorriso no rosto,
Esse amor por você tenho certeza que nunca ninguém sentiu, também nunca senti isso por ninguém.
Eu te respiro, e esse respirar é leve mas me sufoca, estou aprendendo a só sentir seu perfume, a acostumar com o aroma.
Minha linda, sinto falta do seu cheiro quando vai embora, mas quando volta adoro ter que mandar a saudade embora, é como subir à superfície quando está com falta de ar.
E eu estou aqui só esperando você voltar para poder respirar,
Estou segurando o ar até não poder mais, esperando, olhando o brilho da superfície lá fora, cheia de ar, e imaginando como será quando puder livrar meus pulmões.
A sua falta me esvazia mas me preenche mais ainda de determinação. Sei o que quero.
Eu sempre soube... eu sempre soube..
És a maior paixão da minha vida, minha namorada.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

it's life, dudge

O filme acabou. Apagaram-se as luzes e a modelo desceu da passarela. Terminou o livro. As cortinas vermelhas se fecharam. A chuva passou, a música nova parou de tocar. O almoço foi retirado, mas tudo bem. Já comi bastante, matei minha fome. A última balinha de goma já foi digerida e a última bolacha do pacote virou migalha por aí, não gosto de doces. As portas da casa noturna se fecharam com medo do dia, os cigarros estão em pontas, o copo metade vazio. O texto se tornou um ponto final, a luta acabou em nocaute ainda nos dois minutos. O palhaço cessou o sorriso e lavou o rosto em sua casa de papelão. O trem passou e se foi, o despertador tocou mais de sete vezes. Cara, acabou a luz! Foi-se a monarquia.

minha

Você, minha Julieta.. sempre será essa para mim, sempre será meu fim, sempre será meu tremer, sempre será meu nascimento. Porque antes de você eu só era mais uma, eu só era mais um capricho das minhas vontades, E todas as mulheres que conheci eram personagens de uma história esquecida, a mesma história de sempre. Nem mais, nem menos. Mas, quando você apareceu, olhos verdes e beijo doce, Aí, Julieta, nunca mais procurei outros olhares, nunca mais persegui diversos aromas. Aí, sofri por não ter aquela pele por perto. Aí, me segurei para não correr ao seu encontro. És minha respiração e meu alimento, naquele momento onde não há outra chance, No momento de último suspiro, Você é minha última súplica de respirar. Você é, inteira, completa E nessa súplica te imploro, sejas minha, Porque assim, minha, viverás completa.

devaneio

Estou a horas tentando encontrar alguma dádiva que possa ser comparada à minha dama. Alguma estrela mais brilhante que o sol para ilustrar o brilho que teu olhar irradia, E gosto mais doce que do beija-flor, que já tocou os lábios de todas as flores da primavera, para descrever o quão doces são teus lábios. Talvez deva desistir. Eu, pobre poeta sem palavras, frustrada por não encontrar tamanha beleza em outro lugar.