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apelo

Brasil, 21 de Janeiro de 2010.
Parece que a humanidade está um pouco mais fora das fraldas.
O mundo surpreende-se com sua própria modernidade e as descobertas tecnológicas fazem fila para alcançar os fanáticos consumidores. Globalização já quase se transformou no nome, em si, do planeta. Avanço da ciência, estudos sobre o meio ambiente..
Só parece.
Essa parcela que trabalha para a ascendência científica é só um fio na cabeleira imensa do planeta Terra. A outra parte está ocupada esperando a alienação e o ócio. São trabalhadores de renda média, que pagam impostos altos ao governo, reclamam que a passagem de ônibus subiu e nada fazem, ensinam conceitos machistas a seus filhos e assistem porcarias na tv à noite.
As pessoas não conseguem mais guiar suas próprias vidas pois estão ocupadas com as vidas alheias que passam na televisão.
Este aparelho, que deveria ser utilizado para disseminar cultura, conhecimento, informações úteis, agora serve como passa-fofocas. Somos mosquinhas assistindo a vida dos outros em novelas ao invéz de viver.
É uma vergonha que o jornalismo brasileiro permita tal futilidade.
Como um profissional da comunicação, que iniciou a carreira na rede Globo como enviado de guerra, agora apresenta, com um sorriso palhaço no rosto, um programa de reality show?
Ao mesmo tempo que isso acontece, jornalistas de verdade usufruem dos meios de comunicação para denunciar a pilantragem desse governo podre que rouba e recebe afago no rosto. A imprensa quase volta à fase da ditadura. Liberdade de expressão só serve quando não prejudica o roubo aos cofres públicos, aprendam crianças!
Um dia desses estava folheando uma dessas revistas conceituadas, quando vejo, ao lado de boas reportagens, uma matéria sobre a estudante da Uniban. Me pergunto: que tipo de jornalista faz uma reportagem sobre uma garota dessas?
Às vezes acho que o jornalismo brasileiro está condenado, enlouquecido. A inversão de valores é meteórica.. Há tantas ONG's, pessoas que trabalham e fazem o bem, intelectuais. Ao invéz destas se destacarem, quem se destaca é uma qualquer sem vergonha na cara.
É quase ultrajante. Aonde estão os princípios, a decência, a verdade e a utilidade, a assiduidade para denunciar e combater?
Os jornalistas estão se transformando em palhaços da nova política do pão e circo.
Um povo alienado não pensa, não questiona, não briga.
Só vive na inércia, por nada e para nada.
Por favor, amigos jornalistas, não se permitam o mesmo.

Comentários

  1. Falou e disse. Medo de ficar imbecil ao assitir essas porcarias também me atormentam, a cada novo Reality Show que é levianamente lançado como se fosse uma conquista da TV brasileira..

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  2. "Excelente" seria pouco pra elogiar esse texto.
    E na minha opinião, as notícias chegam a nós cobertas de papéis de presente para que fiquem "menos ruins" e logo depois elas vão sendo deixadas de lado, porque já está acontecendo uma coisa que é dita bem pior que a antiga. Sendo que na realidade, a que vem com papel de presente é pior e uma das únicas que eles não vão passar em todas as edições dos jornais diários.
    E reality show é um zoológico humano, isso sim!
    Enfim, a televisão está piorando cada dia mais...

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  3. wow!é esse mesmo o blog da vivian?ahauahuah bem que voce tinha me falado de textos diferentes,esse ficou realmente bom!gostei de várias partes.me lembrou os zines punks que eu tenho aqui,o conformismo brasileiro é terrivel mesmo,e o pior é que ele vem disfarçado de otmismo.a ignorancia é realmente uma benção.

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  4. E o pior de tudo é que é tudo um "permitir-se"!

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  5. um apelo com fundamento fato, apesar de que o final ficou moralista demais pro meu gosto!... mas ainda sim compreende a mensagem e concordo com ela!

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  6. Depois de 2010 anos, isso é tudo que conseguimos, não digo retroceder, digo figir que está tudo bem e, como li em um outro blog, "fazer a cena". Porque ninguem realmente para pra pensar se tudo isso aqui faz sentido, ninguem pensa. Todos estão muito mais interessados em "parecer" e "aparecer". O jornalismo ainda cumpri o seu papel, pena que informar o que é de ultilidade pública, pena que hoje estamos muito mais interessados na moda do que na politica!
    Parabéns pelo texto!

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