Pular para o conteúdo principal

addicted

Viciada.
Abre os olhos, pensamento unico, desejo insano.
Guerra entre a direcao e a rendicao.
Mente perturbada, um chiclete na boca para amenizar a ansiedade.
Um cigarro ou dois.. ou tres, um gole de cafe. Balinhas no trabalho, cabeca transtornada de servico, cabeca tentando se ocupar.
Sentimento de negacao, vontade, furia, miseria.
Horario de almocar outro cigarro, jogar papo fora, apreciar as belezas, se olhar no espelho.
Os azulejos do banheiro fitam-lhe, riem da tormenta, oferecem um pouco de alegria.
Pensamentos ondulantes, receita de remedio ou teimosia.
Aquele gosto nao sai mais da boca, aquela visao ja nao abandona a mente.
Invade manha e noite, descanso e trabalho, conversa ou monologo.
Ela esta viciada, sabe que nao vive mais sem aquilo, nao consegue. Viciada.
E a abstinencia a corroe, sua mente nao consegue vencer, nao dessa vez.
Amanha, amanha, amanha?
Ja foram muitos amanhas.
Passaram e se tornaram passado, substituidos por outros amanhas.
A mente vaga por um unico caminho. Percurso conhecido. Sensacao ilusoria.
Hoje, hoje, hoje.
Satisfacao.

Comentários

  1. arrisco, mas ultimamente venho desistindo da idéia. acho que não tá dando muito certo. :s

    ResponderExcluir
  2. post bem desenhado, apesar do tema bem contido, sem muitos devaneios, coisas concretas... Gostei muito!

    ps: adorei seu comentários no Gays in the Jungle hoaohahoaoh

    ResponderExcluir
  3. =) mas uma hora abstinência passa. É o que dizem.
    Mto bom.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

it's life, dudge

O filme acabou. Apagaram-se as luzes e a modelo desceu da passarela. Terminou o livro. As cortinas vermelhas se fecharam. A chuva passou, a música nova parou de tocar. O almoço foi retirado, mas tudo bem. Já comi bastante, matei minha fome. A última balinha de goma já foi digerida e a última bolacha do pacote virou migalha por aí, não gosto de doces. As portas da casa noturna se fecharam com medo do dia, os cigarros estão em pontas, o copo metade vazio. O texto se tornou um ponto final, a luta acabou em nocaute ainda nos dois minutos. O palhaço cessou o sorriso e lavou o rosto em sua casa de papelão. O trem passou e se foi, o despertador tocou mais de sete vezes. Cara, acabou a luz! Foi-se a monarquia.

apelo

Brasil, 21 de Janeiro de 2010. Parece que a humanidade está um pouco mais fora das fraldas. O mundo surpreende-se com sua própria modernidade e as descobertas tecnológicas fazem fila para alcançar os fanáticos consumidores. Globalização já quase se transformou no nome, em si, do planeta. Avanço da ciência, estudos sobre o meio ambiente.. Só parece. Essa parcela que trabalha para a ascendência científica é só um fio na cabeleira imensa do planeta Terra. A outra parte está ocupada esperando a alienação e o ócio. São trabalhadores de renda média, que pagam impostos altos ao governo, reclamam que a passagem de ônibus subiu e nada fazem, ensinam conceitos machistas a seus filhos e assistem porcarias na tv à noite. As pessoas não conseguem mais guiar suas próprias vidas pois estão ocupadas com as vidas alheias que passam na televisão. Este aparelho, que deveria ser utilizado para disseminar cultura, conhecimento, informações úteis, agora serve como passa-fofocas. Somos mosquinhas assistindo ...

devaneio

Estou a horas tentando encontrar alguma dádiva que possa ser comparada à minha dama. Alguma estrela mais brilhante que o sol para ilustrar o brilho que teu olhar irradia, E gosto mais doce que do beija-flor, que já tocou os lábios de todas as flores da primavera, para descrever o quão doces são teus lábios. Talvez deva desistir. Eu, pobre poeta sem palavras, frustrada por não encontrar tamanha beleza em outro lugar.