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; dear.

Meu caro amigo, eu sei.. preciso escrever. Preciso lhe contar o que se passa aqui dentro, o que acontece lá fora. Tudo que corre me atropela. Eu quero a sua mão pra me levantar. Acontece que nem eu mesma sei bem o que está tocando nesse bar, se é um reggae ou um jazz.. se estou bebendo vinho ou whisky. Por isso não te convidei ainda. Mas eu sei, eu sei que eu preciso da sua ajuda. Tem um quê de confusão vindo me visitar de vez em quando, Eu sei que você vê.. Mas não pode fazer nada. Sabe quando você pode mas não faz? Eu conversei com um cara aí.. sentada na rua. Um cara bem parecido com você, mas o nome dele era Naiãn. Quando alguém simplesmente senta na minha frente e eu dou atenção por uma hora e meia...isso quer dizer algo. Você, meu caro amigo, me falaria exatamente as mesmas coisas que ele me disse. Palavras sábias, que a gente esquece não sei porquê. Princípios óbvios que a gente esquece eu sei porquê, porque temos medo e cansaço. Todo mundo está com medo, todo mundo está muito c...

fotografia

Sabe aqueles olhos verdes.. Verdes vivos, verdes lindos Junto com aquele brilho que vem de dentro Menina, quero ver seu coração nesses olhos, Assim, desse jeito, sempre. Eu me apaixono só por isso, Eu me prendo só por isso, Eu te amo só por isso. Sabe aquele sorriso desesperado, completo, sossegado Que fica só no canto da boca.. Esse... Vai fazendo assim, morena loira, porque ele me prende o pensamento o dia inteiro. Faz assim e faz sempre Assim sempre vou ser sua devota.
Ainda não te conheço.. ainda que eu, às vezes, ache que te conheça. não, não conheço.. não sei nem seu nome, nem seu credo, nem sua pane, nem seu diagnóstico. da sua carne descubro um pouco todo dia. como todo o tempo é pouco para saber de você, me surpreende, me prende, não sei como sente. seu sentir é explosivo. quente. de você sei quase nada, pra onde vai ou porque veio. de você eu temo o desconhecido, enfureço o desconhecido, permaneço desconhecido.

Esse merece uma segunda publicação...

Cegos, todos são cegos. Vago por um mundo desprovido de visão, São seres cambaleantes, embriagados pelo vício ou pela auto condescendência/ auto confiança corrosiva. É preciso muito cuidado para não esbarrar-mos, há uma vivência controlada, Foram traçados limites, leis auto impostas, e muitas vezes ninguém se pergunta porquê. As tribos são separadas, cada uma em sua área, e se um indivíduo adentra uma área imprópria os próprios cegos são cruéis em retirá-lo. E essa má receptividade faz com que a desigualdade entre espécies seja devastadora. Mergulhados em seus próprios moralismos, são cegos porque só aceitam sua própria visão de mundo. Vivem em uma redoma auto criada pintada com suas cores favoritas. Existem 7 bilhões de redomas, universos diferentes, só nesse planeta. Apesar do individualismo e da falta de visão, são profissionais aptos em se meter na vida alheia. Como deuses, sentem-se responsáveis demais. O nome dessa espécie é gente . Particularmente, se pudesse viver ...

anseio..

Eu quero chama, quero sentir a faísca pulando de sua pele, quero ser dominada pelo olhar de predador.. Olhar de quem sabe o que faz, olhar de querer mais. Eu quero, chama..! Quero te encontrar nesses beijos ensopados, de suor e saliva de quem ama. Com calma e sem calma, exatamente na medida certa, dançando todos os ritmos num só passo. Quero a sua força, o seu grito. E a sua malícia, brinca comigo. Eu quero, me chama.. Se entrega nesses braços meus, Com esse olhar de saber encontrar o meu. Mãos sentindo por todos os lados até os olhos se fecharem. E o sentir, o sentir, o sentir. Fecho teus olhos, fecha os meus, sem música, só o respirar.

Welcome to the Hotel Califórnia

Calor, quente suor de proximidade.Tava alí, lugar novo, as risadas abafavam a música.Meus olhos te chamavam mas não acreditavam. Teus olhos respondiam, mas se perdiam no verde claro.Vontade medrosa esta, como nunca vi! Teu corpo se grudava ao meu, a pele implorava.Parecia tudo embaçado no escuro, o ar leve de sonho.. Mas era real. A mente estava estranhamente sóbria.O corpo enlouquecido, ora se sentia mal, ora pedia pressa. Nos perdemos nesse não saber, E sem saber quisemos nos perder. Sem ruídos, sem demora. E quando o calor cessou, depois que o corpo se rendeu ao cansaço No abrir de olhos o não saber ainda perdurou. Aquele sorriso maroto, talvez agora eu fuja de seus olhos verdes... Mas a noite embriagada me dá notícias todas as horas.

try me

Cheguei à conclusão de que eu forço a barra.. Não compreendo a negação, o NÃO só pode sair de mim, Meus ouvidos não sabem ouví-lo, meus olhos não suportam abertos. Assim, eu fecho, eu nego. Eu uso o NÃO. Permita-me, então, desculpar-me.. Te respeito acima de tudo.. E também me respeito.. mais acima ainda. Tenho caído da corda bamba, tenho caído do cavalo, Eu perdi o juízo, meu irmão.. E a parte de acordar passou um pouco do ponto. Mas deixa comigo, que dessa parte eu tomo tento..