Pular para o conteúdo principal

desabafos de Vivian Fernandez para ela

Cai profunda a noite e sobe a lua com sua imensidão.
a espera é ansiosa, o relógio preguiçoso para tanto tempo que ainda resta.
ela caminha apressada com o rosto disprovido de bom humor, observa ao redor e me avista.
atravessa para dentro de mim com um brilho cegante nos olhos e perto de mim, sempre, rumamos noite a dentro.
Aqui dentro ela já está, como parasita que suga meus pensamentos e os consome.
é necessária, imaginária, completa.. e completa o que falta em mim..
Mas tem tanta ousadia, ousadia de invadir cantos obscuros da minha alma,
atiçar meu lobo feroz, provocar o meu instinto.
Ela arde próxima de mim, o tocar da pele incendeia.
Sem fazer nada ela descontrola meus princípios. são jogados no ralo e se vão para qualquer córrego distante.
Eu não me permito deixá-la se afastar de meus braços. A nova morada é segura e aquecida como fogo.
E o olhar, este somente brilha. Irradia um sentimento que eu ainda nao sei decifrar. Não o dela, o meu talvez eu saiba.
A minha inspiração aparece quando ela vem em minha mente, só sei escrever dela, só sei querer a ela.
Já até enjoei de mim pensando nela.
Queria que alguma outra coisa entrasse em minha cabeça.
[neste momento imaginei passarinhos numa árvore]
Besteira, isso também é coisa de gente apaixonada!

Então quer saber? Vou mandar este texto pra ela!
E foi.




feito em 14/10/09, para Camila.

Comentários

  1. "Já até enjoei de mim pensando nela" Essa é a minha cara!!!!!!!!!!!

    rsrs....

    Saudade doidinha!...

    ResponderExcluir
  2. deveria colocar pra quem foi escrito, para não roubarem o mérito;

    ResponderExcluir
  3. deveria colocar pra quem foi escrito, para não roubarem o mérito;

    ResponderExcluir
  4. E para 2010 (ano da Vênus) é o que se pode fazer: amar!
    Em caos ou sensato, não vem ao caso!

    Lindo texto!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

it's life, dudge

O filme acabou. Apagaram-se as luzes e a modelo desceu da passarela. Terminou o livro. As cortinas vermelhas se fecharam. A chuva passou, a música nova parou de tocar. O almoço foi retirado, mas tudo bem. Já comi bastante, matei minha fome. A última balinha de goma já foi digerida e a última bolacha do pacote virou migalha por aí, não gosto de doces. As portas da casa noturna se fecharam com medo do dia, os cigarros estão em pontas, o copo metade vazio. O texto se tornou um ponto final, a luta acabou em nocaute ainda nos dois minutos. O palhaço cessou o sorriso e lavou o rosto em sua casa de papelão. O trem passou e se foi, o despertador tocou mais de sete vezes. Cara, acabou a luz! Foi-se a monarquia.

apelo

Brasil, 21 de Janeiro de 2010. Parece que a humanidade está um pouco mais fora das fraldas. O mundo surpreende-se com sua própria modernidade e as descobertas tecnológicas fazem fila para alcançar os fanáticos consumidores. Globalização já quase se transformou no nome, em si, do planeta. Avanço da ciência, estudos sobre o meio ambiente.. Só parece. Essa parcela que trabalha para a ascendência científica é só um fio na cabeleira imensa do planeta Terra. A outra parte está ocupada esperando a alienação e o ócio. São trabalhadores de renda média, que pagam impostos altos ao governo, reclamam que a passagem de ônibus subiu e nada fazem, ensinam conceitos machistas a seus filhos e assistem porcarias na tv à noite. As pessoas não conseguem mais guiar suas próprias vidas pois estão ocupadas com as vidas alheias que passam na televisão. Este aparelho, que deveria ser utilizado para disseminar cultura, conhecimento, informações úteis, agora serve como passa-fofocas. Somos mosquinhas assistindo ...

devaneio

Estou a horas tentando encontrar alguma dádiva que possa ser comparada à minha dama. Alguma estrela mais brilhante que o sol para ilustrar o brilho que teu olhar irradia, E gosto mais doce que do beija-flor, que já tocou os lábios de todas as flores da primavera, para descrever o quão doces são teus lábios. Talvez deva desistir. Eu, pobre poeta sem palavras, frustrada por não encontrar tamanha beleza em outro lugar.