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que leseira, meu Deus!

As palavras de quem foi passado atiçam minha mente.
Frases reconfortantes, mais macias que tecido de seda.
Elas tentam me abrir os olhos para sombras que não vejo, sombras de mim mesma.
Certas pessoas me conhecem mais do que meus anjos.
Eu acordei do que podia ser um sonho ou um pesadelo.
Talvez pesadelo que eu tentava transformar em sonho, mas fui infeliz.
Ou talvez eu nem estivesse dormindo, apenas cochilava em meio aos desejos envolventes de minha insana alma.
Mas o que fica nesta alma marca feito fogo por entre os caminhos tortuosos
Eu estou em pé diante de um abismo banhado de rochas brilhantes, amarelas.
Ele me chama para perto mas, quando me jogo, me machuca e fere
Sento-me na beirada a observá-lo, pensando qual seria o remédio que me curaria nesta queda.
Talvez consiga ir planando para meu destino sem ter que me ferir nos espinhos que amortecem
Ou talvez só tenha que me acostumar com a dor.



Acordei, acordei deste sonho com tendência de pesadelo.
Na verdade, eu tenho medo de altura. Na verdade eu nunca me atiraria rumo ao precipício.
Eu morro de medo de altura.


Nota da autora: Quem sabe um teleférico.

Comentários

  1. muuuito bom,fica entre os dois extremos.a gente acha que se acustuma com a dor,mas não acustuma não o tempo passa e o que se chama,alguma coisa como 'insinto de sobrevivência' da um chute na gente ir pra 'frente'..e assim vai..

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  2. Lá vai você e suas bizarrices
    meu iguaaal a outro texto meu! ¬¬.
    você deve ter instalado um chip na minha cabeça e ta copiando minhas ideias não é possivel ¬¬.
    hahahhahaha

    beijo chataaaa!

    ResponderExcluir

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